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    Saúde

    Bursite e tendinite no ombro ao mesmo tempo: isso acontece?

    By Lucas Souza27/02/2026Nenhum comentário9 Mins Read
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    Bursite e tendinite no ombro ao mesmo tempo
    Bursite e tendinite no ombro ao mesmo tempo
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    Você levanta o braço para pegar algo no armário, coloca a mão no bolso de trás ou tenta dormir de lado e vem aquela fisgada chata no ombro.

    Às vezes, a dor começa leve e vai piorando. Em outras, parece que apareceu do nada depois de um dia mais puxado. E aí vem a dúvida: será que é bursite, tendinite ou as duas coisas?

    A resposta é que bursite e tendinite no ombro ao mesmo tempo pode acontecer, sim. Na prática, uma inflamação pode puxar a outra, principalmente quando o ombro já está sobrecarregado.

    Por isso, muita gente recebe diagnósticos combinados ou descrições como síndrome do impacto, inflamação do manguito rotador e bursite subacromial junto.

    Neste artigo, você vai entender o que é cada problema, por que eles costumam andar juntos, quais sinais observar, quando procurar avaliação e o que dá para fazer no dia a dia para melhorar sem se colocar em risco.

    O que é bursite no ombro e o que é tendinite

    O ombro é uma articulação com muita mobilidade. Isso é ótimo para alcançar, girar e levantar o braço. Só que essa liberdade toda também facilita atritos e sobrecargas, principalmente em quem trabalha com o braço elevado, treina musculação ou passa horas no computador com postura ruim.

    Bursite no ombro, de um jeito simples

    Bursa é uma bolsinha com líquido que existe para diminuir o atrito entre tendões, ossos e músculos. Quando essa bursa inflama, aparece a bursite.

    No ombro, a mais comum é a bursite subacromial, que fica em uma região que pode ser comprimida quando você eleva o braço.

    Em geral, a dor piora ao levantar o braço, ao colocar a mão atrás da cabeça e ao deitar sobre o ombro afetado. Também pode dar sensação de inchaço local e limitação por dor.

    Tendinite no ombro na prática

    Tendinite é a inflamação do tendão, que é o tecido que liga o músculo ao osso. No ombro, costuma envolver os tendões do manguito rotador, como o supraespinhal, e às vezes o tendão do bíceps.

    O sinal típico é dor ao fazer força, ao elevar o braço e ao realizar movimentos repetidos. Algumas pessoas descrevem pontadas na frente do ombro, outras sentem mais na lateral, e é comum irradiar para o braço.

    Bursite e tendinite no ombro ao mesmo tempo: por que isso acontece?

    Dr. Thiago Caixeta, ortopedista de ombro com atuação em Goiânia, confirma que, sim, bursite e tendinite no ombro ao mesmo tempo acontece porque as estruturas ficam muito próximas e trabalham juntas.

    Se o tendão inflama e engrossa, ele ocupa mais espaço e aumenta o atrito. Se a bursa inflama e incha, ela também reduz o espaço e irrita os tendões ao redor.

    É como uma porta que começa a raspar no batente. Quanto mais raspa, mais marca e mais difícil fica abrir. No ombro, esse ciclo de atrito, dor e inflamação pode se manter se a pessoa continua repetindo o mesmo movimento ou forçando sem perceber.

    O papel do impacto no ombro

    Um termo comum em consultas é síndrome do impacto. É quando, ao levantar o braço, as estruturas passam por um espaço apertado e acabam sendo comprimidas.

    Isso pode irritar tanto a bursa quanto os tendões, favorecendo bursite e tendinite no ombro ao mesmo tempo.

    Sobrecarga e microlesões

    Nem sempre existe um trauma único. Muitas vezes, são microlesões repetidas: pintar parede, carregar caixa, treinar acima do que o corpo aguenta, fazer muitas horas de mouse sem pausa. O corpo tenta compensar e a inflamação aparece.

    Principais causas e fatores de risco no dia a dia

    Alguns hábitos e situações aumentam muito a chance de inflamar o ombro. Identificar isso ajuda a tratar melhor e, principalmente, a evitar que volte.

    • Movimentos repetitivos acima da cabeça: trocar lâmpada, pendurar cortina, pintar teto, esporte com arremesso.
    • Musculação sem técnica ou com carga alta: elevação lateral, desenvolvimento e supino com execução ruim.
    • Trabalho com postura fixa: computador com ombro elevado, telefone preso entre ombro e orelha.
    • Fraqueza e desequilíbrio muscular: escápula instável e manguito rotador fraco aumentam o atrito.
    • Rigidez: falta de mobilidade torácica e do ombro muda o padrão de movimento.
    • Idade e degeneração: tendões ficam mais sensíveis a sobrecarga com o passar dos anos.

    Sintomas: como desconfiar que as duas coisas estão juntas

    Não dá para cravar diagnóstico só pelos sintomas, mas alguns padrões são bem típicos quando existe inflamação combinada. A dor costuma ser na lateral do ombro ou na frente, piora ao levantar o braço e incomoda para dormir.

    Pode haver sensação de arco doloroso, quando dói mais em um intervalo do movimento, geralmente entre levantar o braço até a altura do ombro e um pouco acima.

    • Dor ao deitar de lado: sinal comum de irritação da bursa e dos tendões.
    • Dor ao colocar a mão atrás das costas: como prender sutiã ou pegar carteira no bolso de trás.
    • Perda de força por dor: você tenta levantar algo leve e o ombro falha.
    • Sensação de pontada ao elevar o braço: especialmente com o polegar para baixo ou com o braço à frente.
    • Rigidez: você começa a limitar os movimentos para evitar a dor.

    Como é feito o diagnóstico e o que esperar da consulta

    O mais importante é a avaliação clínica de médicos especialistas em ombro. O profissional vai perguntar quando começou, o que piora, que tipo de trabalho e treino você faz e se houve algum esforço específico. Depois, vem o exame físico, com testes de movimento, força e pontos dolorosos.

    Exames de imagem podem ajudar, mas não são tudo. Ultrassom pode mostrar bursite e alterações nos tendões.

    Ressonância costuma detalhar melhor o manguito rotador e a bursa. Só que é comum aparecerem alterações em pessoas sem dor, então a imagem precisa combinar com o quadro.

    O que fazer em casa nos primeiros dias de dor

    Quando o ombro inflama, a primeira meta é reduzir a irritação. Não é parar a vida, mas evitar os gatilhos que estão mantendo a inflamação. Quanto mais você respeita essa fase, mais rápido costuma melhorar.

    1. Reduza o que piora: evite levantar peso, pendurar roupa no varal alto e treinos de empurrar acima da cabeça por alguns dias.
    2. Use gelo com critério: 10 a 15 minutos, 2 a 3 vezes ao dia, principalmente após atividade. Proteja a pele com pano.
    3. Ajuste o sono: evite deitar sobre o ombro dolorido. Abraçar um travesseiro à frente pode deixar o braço apoiado.
    4. Cuide da postura no computador: cotovelo apoiado, mouse perto, ombros relaxados e pausas curtas a cada 40 a 60 minutos.
    5. Mantenha movimento leve: movimentos suaves e sem dor intensa ajudam a evitar rigidez.

    Tratamentos comuns: do conservador ao procedimento

    Na maioria dos casos, o tratamento é conservador, ou seja, sem cirurgia. O foco é baixar inflamação, recuperar mobilidade, fortalecer e corrigir o que gerou a sobrecarga.

    Fisioterapia e exercícios bem escolhidos

    A fisioterapia costuma ser o eixo do tratamento, principalmente quando existe bursite e tendinite no ombro ao mesmo tempo.

    O trabalho pode incluir mobilidade, fortalecimento do manguito rotador, controle da escápula e ajustes de movimento no treino e no trabalho.

    Exercícios mal escolhidos podem piorar. Um exemplo comum é insistir em elevação lateral pesada ou desenvolvimento com dor, achando que vai soltar. Em fase inflamatória, isso costuma irritar mais.

    Medicamentos e infiltração

    Anti-inflamatórios e analgésicos podem ser usados por orientação médica, principalmente para controlar a dor e permitir que você se mova melhor.

    Em alguns casos, a infiltração com corticoide na bursa pode reduzir a inflamação, mas não corrige a causa. Se a pessoa volta ao mesmo padrão de sobrecarga, a dor pode retornar.

    Quando a cirurgia entra no assunto

    Segundo os melhores cirurgiões de ombro, cirurgia é menos comum e geralmente fica para casos específicos, como ruptura importante de tendão, falha após meses de tratamento bem feito ou alterações estruturais que mantêm o impacto. Mesmo nesses casos, a reabilitação depois é essencial.

    Sinais de alerta: quando procurar atendimento rápido

    Alguns sinais pedem avaliação o quanto antes para descartar problemas mais sérios ou orientar o cuidado certo.

    • Dor forte após queda ou trauma: principalmente se você não consegue levantar o braço.
    • Fraqueza súbita: sensação de rasgo ou perda clara de força.
    • Febre, vermelhidão intensa ou calor local: pode indicar infecção, que não é comum, mas precisa de atenção.
    • Formigamento persistente na mão: pode ter componente nervoso associado.
    • Dor que piora muito à noite e não cede: merece avaliação para ajustar diagnóstico e conduta.

    Como evitar que volte: hábitos que protegem o ombro

    Depois que a dor melhora, vem uma parte que muita gente pula: prevenir recaídas. Ombro é sensível a repetição e a técnica. Pequenas mudanças fazem diferença.

    1. Aqueça antes de esforço: 5 a 10 minutos de movimentos leves e progressivos.
    2. Fortaleça o manguito e a escápula: com orientação, cargas baixas e controle, sem dor aguda.
    3. Respeite descanso: aumentar volume de treino ou trabalho manual de uma vez só é convite para inflamar.
    4. Melhore ergonomia: ajuste altura da tela, apoio de braço e posição do teclado e mouse.
    5. Reveja técnica: se você treina, peça para alguém corrigir a execução. Uma mudança pequena evita atrito repetido.

    Perguntas comuns sobre dor no ombro

    É possível ter bursite e tendinite no ombro ao mesmo tempo e nem sentir dor o dia todo?

    Sim. Algumas pessoas sentem mais ao fazer certos movimentos ou à noite, e durante o dia fica suportável. Isso não significa que está tudo bem, só que a irritação aparece mais quando o ombro é comprimido ou exigido.

    Alongamento ajuda ou piora?

    Depende do alongamento e do momento. Alongar com dor forte e forçando amplitude pode piorar. Movimentos leves, sem provocar pontada, podem ajudar a manter mobilidade. O ideal é orientar com fisioterapeuta.

    Massagem resolve?

    Massagem pode aliviar tensão ao redor, mas não desinflama sozinha a bursa ou o tendão. Ela pode entrar como apoio, junto com ajuste de carga, exercícios e correção de movimento.

    Se você ficou com a sensação de que seu caso pode ser uma mistura de problemas, isso é bem possível. Bursite e tendinite no ombro ao mesmo tempo acontece com frequência porque bursa e tendões dividem espaço e sofrem com o mesmo atrito.

    Comece hoje ajustando os movimentos que pioram, cuide do sono, use gelo com critério e busque avaliação se a dor limitar sua rotina ou durar mais de alguns dias.

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    Lucas Souza é um escritor especializado em desenvolvimento tecnológico e inovação. Seus textos são reconhecidos por tornar conceitos complexos simples e acessíveis, sempre com foco em conteúdos práticos e educativos.

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